24.3.03

Civis iraquianos mortos até agora: Mínimo: 135 Máximo: 209
Nessa guerra não tem meio termo, ou se é a favor ou contra. Dear Jammers, George Bush's moment of truth came when he started his war. Now all of us face our own moment of truth. This war runs deeper than blood for oil or US versus UN, and there isn't any real way to say in words why the bullets and bombs are such stark symbols of a system that is rotten to the bone. So: give yourself a gut-check, and if the rage is there, the Brand America Boycott is ready for you. Take the campaign into your home, your school, your streets, your life. Help us bring a million signatures to the Boycott Brand America pledge. And let a thousand culture jams make their mark on this crazy war - and on the bigger fight to come. It's all happening at Adbusters.org Keep in touch. The Staff & Volunteers at Adbusters

21.3.03

20.3.03


Leiam Hazrat Inayat Kahn! Encontrei uma pérola deste Santo Sufi na biblioteca de teologia da metodista:Mensagem Sufi. Trecho do capítulo O objetivo da jornada: "O homem que faz de Deus seu Bem-Amado, que mais deseja ele? Seu coração desperta para toda a beleza que existe no seu interior e exterior. Para ele todas as coisas atraem, tudo se desdobra e é beleza para seus olhos, porque Deus está em toda parte, em todos os nomes e formas. Assim, o seu Bem-Amado nuca está ausente. Como ẽ feliz, pois, aquele cujo Bem-Amado nunca está ausente, porque toda a tragédia da vida está na ausência do bem-amado e a pessoa cujo Bem-Amado está sempre presente, quando ela fecha os olhos, o Bem-Amado está no íntimo, quando abre os olhos, o Bem-Amado está de fora. Cada sentido seu percebe o Bem-Amado. Seus olhos O vê, seus ouvidos escutam Sua voz. Quando a pessoa chega a compreender perfeitamente isto, então, por assim dizer, vive na presença de Deus. Para ela não tem importância as diferentes formas e crenças, fés e comunidades. Para ela Deus é tudo-em-todos. Para ela Deus estã em toda parte. Se vai a igreja cristã ou a sinagoga, ao templo budista, ao sacrário Hindu ou a mesquita muçulmana, lá está Deus. Na selva, na floresta, na multidão..."
E o César do Texas vai mesmo levar a guerra até as últimas consequências... "A Zona Sul de Bagdá é alvo do primeiro bombardeio" Mais uma prova de que periferia é periferia em qualquer lugar.
ONU estima um milhão de crianças mortas de fome no Iraque Fonte: CMI. Um documento confidencial do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários datado de 7 de janeiro de 2003 estima que 30% das crianças com menos de 5 anos no Iraque devem morrer de desnutrição em caso de guerra e outras 10 milhões de pessoas devem passar fome. O percentual, que equivale a 1,26 milhões de crianças, não inclui as vítimas de ataques militares. O documento "Plano de Contingência Humanitária Integrada para o Iraque e Países Vizinhos" foi vazado e divulgado pela ONG Campanha contra as Sanções ao Iraque (http://www.casi.org.uk). --- baixe o documento em pdf aqui

19.3.03

www.gardenal.org/cltn Estamos de mudanças. Tchau terra de blogspot, erro 503, e banners toscos. Como toda mudança, esta tbm vai ser lenta. Espera que ainda tá feio, logo mais eu vou melhorar o template... cltn powered by Gardenal!

18.3.03

E não é que a Gazeta da Matilde está nas ruas! Nos melhores comércios e bancas de revistas das Vilas Matilde, Dalila, Talarico e Esperança. Está até no ambulatório de Saúde Mental. Bom, na verdade isso só te interessa se você morar na quebrada. Mas estou orgulhoso, e precisava comemorar aqui. Jornalismo bairrista ao seu dispor. Agora só falta vencer a maldição do número 2, que assola toda e qualquer tipo de publicação.

15.3.03

Tá ligado o Mídia Tática Brasil que tá rolando agora, né? Se não sabe do que se trata lê no Trabalho Sujo, inclusive nas edições anteriores. E claro, vá agora mesmo pra Casa das Rosas, na Paulista. Hoje tá fervendo, afinal tá no ar a Pega Eu FM. O desafio do CMI a Anatel. E como não mencionar o papelão do Brito Jr, do SP TV, da Grobo. Esse cuzão é uma versão paulista daquele Marcio Canuto. Chegou lá se achando, e acabou ouvindo um FILHO DA PUTA VAI TOMAR NO CU! do Latuff. O vídeo também tá no ar. Baixem e espalhem! E claro, veja as fotos do Projeto Sid Moreira invadindo a Avenida Paulista, e assista o emocionante vídeo! Infelizmente não pude assister nada das palestras, debates e workshops...

14.3.03

Só um aviso rapido, estou expondo alguns desenhos e pinturas na sala da A CRIA, no Mídia Tática Brasil. Lá na Casa das Rosas, na Paulista. Meus desenhos estão atrás do DJ. Na Cria você também pode ver os trabalhos de caras como MZK, Boleta e Onesto.

13.3.03

12.3.03

Não sei se alguem reparou, mas inclui algumas fotos (roubadas) na matéria sobre o Carnaval da Vila Matilde...

11.3.03

Eis as fotos das fantasias de pirataria que o Papito comentou ali ao lado. Tentei postar lá mas não rolou.





Alguém aí tá a fim de ler a Gazeta da Matilde? Então lá vai! E semana que vem já deve estar impresso! O CARNAVAL DA VILA MATILDE Por Cleiton Campos, colaborou Gilberto Damasio O ÚLTIMO ENSAIO Dia 24 de fevereiro, o último ensaio antes do desfile no Sambódromo deixou a quadra (e imediações) intransitável. Naquela noite, a Nenê reuniu cerca de 10 mil pessoas. Enquanto a bateria castigava as peles, algumas alas ensaiavam suas coreografias. As passistas da comissão de frente - este ano formado só por mulheres, sambavam sem parar. Luciana dos Santos Almeida, 20 anos, desfilou na Nenê pela terceira vez. “Somos de santos, onde fazemos um trabalho com dança de rua, foi daí que a Nenê chamou a gente pra sair a frente da escola”.
passista da comissão de frente, este ano, formada só por mulheres Na festa, componentes de todas idades formavam um clima geral de segurança em relação ao desfile. “Estamos com um bom enredo, um samba fácil de cantar. Temos tudo pra fazer um carnaval valente este ano...”, esta frase de Davi Coelho, um dos diretores de harmonia, resume o sentimento que predominava na comunidade. Betinho, o presidente, estava ocupado demais e não pôde dar entrevistas. Ziraldo, o jornalista e cartunista homenageado com o enredo "É Melhor Ler... – O Mundo Colorido de um Maluco Genial", participou ativamente do carnaval. Deu palpites na alegoria, compareceu aos ensaios técnicos e deu várias declarações cantando vitória a Nenê. A fantasia das baianas foi inspirada na Supermãe, personagem clássica dos quadrinhos de Ziraldo. Dona Danga, a presidente da Ala das Baianas, disse que sua ala tem baianas até de Minas Gerais. “Temos 100 baianas, mas só podem desfilar 80, por causa do tempo”, lamenta. Danga já tem 28 carnavais com a escola, e quanto a este, ponderou: “Sou otimista até certo ponto, porque esse ano está bem competitivo... Também já nem me preocupo, porque o importante é brincar.” Na realidade, pra quem participa das atividade da escola o ano inteiro, o desfile não é tudo. “Nossa luta é pela comunidade da Vila Matilde, que é um povo carente. Claro que no carnaval, o visual é importante, mas ninguém vê a comunidade sofrendo pra realizar o desfile...”, declara Paulo, o chamado Carioca, diretor de mestre-sala e Porta-Bandeira. “Ninguém tá preocupado com os problemas da comunidade. As celebridades desfilam pra fazer o nome deles, mas o nome da Nenê de Vila Matilde é bem maior. A Nenê é um mártir do carnaval...”, Reitera. ZIRALDO EM CASA



Quarto lugar. Foi esse o desempenho da Nenê no desfile das escolas de samba do grupo especial. Mas esqueça que o título não veio pra vila este ano. O que importa é que Nenê fez um desfile à altura de sua tradição. Com 4.000 componentes distribuídos em 24 alas, a Nenê de Vila Matilde levantou as arquibancadas do Sambódromo. A sabedoria e a educação foram o pano de fundo do desfile da Nenê. No Abre-Alas, a Águia estava até simples, com o título do samba enredo em neon. Além da águia, corujas (símbolos de sabedoria) ornamentaram o carro. Pra reforçar o conceito, a primeira ala foi composta só apenas por professores. Ziraldo fez questão de mostrar que estava em casa no segundo carro alegórico, trazendo pra festa toda sua família e vários amigos. Outro carro que merece ser lembrado é o que representava as criações mais famosas: A Turma do Pererê, Menino Maluquinho, e Supermãe, numa escultura gigante. Samuel Costa, o ator que interpretou o Maluquinho no cinema, era o destaque. Também a bordo, estavam todos os amigos de Ziraldo que inspiraram o nome dos personagens. Seus colegas cartunistas, como Zélia, Cissa, os Carusos e Sergio Cabral, foram os destaques do carro do Pasquim. "As outras escolas vão ter de rebolar para ganhar da gente", chegou a declarar Ziraldo, sem esconder o quanto estava curtindo aquilo tudo. ESPERANÇA DO CARNAVAL Momo reina absoluto na Vila Esperança desde os anos 30. Dos carnavais de rua de São Paulo, só o nosso pode se gabar de uma homenagem de Adoniran Barbosa. “Vila Esperança, foi lá que eu passei o meu primeiro carnaval. Vila Esperança, foi lá que eu conheci Maria Rosa, meu primeiro amor”, cantou Adoniran no samba Vila Esperança. Milhares de latas de espuma foram esvaziadas nos quatro dias de festa. A multidão, aglomerada atrás do gradil, estava munida das tais latas. Passava uma mina, os caras tacavam espuma. Dali a pouco a mina e as amigas passavam e descontavam na mesma moeda. E nessas, sobrava espuma todo mundo. A Avenida Alvinópolis, este ano foi rebatizada de Passarela Seo Nenê. Passaram por ela, entre outras, o Colorado do Brás, Mocidade Amazonense, Unidos de Vila Carmosina, Bloco Amizade, e claro, os locais Flor de Vila Dalila, Chorões de Tia Gê, Nenê de Vila Matilde. “O pessoal da Vila fica esperando a gente. Porque nós somos consagrados aqui como os melhores. O 5 de Julho, o Vila Esperança acabaram... só sobrou a gente na Vila. Então todo ano temos que dar uma satisfação, né...”, explica Seu Didi, 79 anos e irmão do Seu Nenê. Infelizmente, este ano a Nenê desfilou na Sexta-feira, frustrando milhares de pessoas que a esperavam a escola na terça, o dia tradicioanal. “Esse ano a Nenê deu mancada”, era o comentário geral”. E o pior é que o desfile na sexta também foi meio de surpresa, sem divulgação, com chuva, praticamente vazio. No final da avenida os ônibus já esperavam os componentes da escola pra seguir para o Anhembi, para o Desfile das Campeãs. Pouca gente percebe, mas de uns anos pra cá, a Globo está sacaneando o nosso carnaval. Antes a apuração do Grupo Especial de São Paulo também era na quarta-feira de cinzas. E o desfile da Nenê, em casa, tinha aquele pique de “é campeã!”. Pra não prejudicar a programação, nada melhor que a apuração de SP e Rio em dias diferentes. Conclusão, se a Nenê perde, como aconteceu nesse ano, lá se foi o ânimo pra desfilar na Vila. NOS TEMPOS IDOS


Nas ruas de Vila Esperança em 1952, Odete, porta-bandeira da Nenê.

A história do carnaval da Vila se confunde com a história da Nenê, que por sua vez, se confunde com a história do samba paulista. Nos anos 40, a festa da vila já era referencia na cidade. As “batalhas de confete” aconteciam uma semana antes do carnaval. Não havia regras, cada um brincava com a fantasia que queria. Pierrôs, homens vestidos de mulher, etc. No carnaval, o “cordão” (como chamavam o desfile) subia pela Rua Evans e descia a Avenida Padre Olivetanos. Entre ladeiras, curvas e trechos estreitos, desfilavam os blocos dos clubes Vila Esperança (RUVE), Ipiranguinha, Guarany, e o maioral (hoje finado) Cinco de Julho. Nos salões, os clubes promoviam bailes e matinês, repletos de confete, serpentina e lança-perfume. “Era uma coisa linda. Teve um ano que eu e mais três meninas saimos fantasiadas de cartas de baralho. No meu vestidinho tinha o paus, minhas amigas eram os outros naipes...”, conta Dona Terezinha de Jesus, 78 anos, que quando criança, ia cantar nos bailes do Cinco com a mãe. No mesmo clube, Seu Nenê e os irmão Didi e Iaiá, brincavam o carnaval antes de fundar sua ecola em 1949. “O Cinco era o rei do carnaval naquela época”, declarou Seu Nenê, na recente entrevista concedida ao Pasquim. Ao longo dos tempos, o carnaval da Vila Esperança foi decaindo, a Batalha de Confete foi minguando a cada ano até desaparecer. Mas a maior reviravolta, foi a mudança do local da festa para a Av. Alvinópolis, no final dos anos 80, logo após a inauguração da estação do metrô em 1988. O novo trajeto, numa avenida larga e reta, ficou com cara de sambódromo em miniatura. Mas perdeu-se um pouco do encanto saudosista daquele carnaval. No antigo (e bem maior) trajeto, as famílias colocavam as cadeiras na calçada pra assistir o cordão passar.

7.3.03

É triste ver os seus heróis brigando por propriedade intelectual... Chiquinha ganha de Chaves na justiça Um papum de Ricardo Cruz A atriz Maria Antonieta de las Nieves, que interpretou a Chiquinha no seriado Chaves, venceu a disputa judicial pelos direitos da personagem. No final do ano passado ela quase infartou após receber a notícia de que seu antigo colega Roberto Gomes Bolaños, o Chaves, estava a processando. Maria Antonieta encarna a Chiquinha até hoje em apresentações circenses, sendo que esses shows são seu principal ganha pão. Bolaños queria ser reconhecido como criador da menina sardenta, que, com o passar dos anos, acabou ganhando vida própria. Os advogados de Chesperito (apelido do ator) disseram que vão recorrer à sentença em primeira instância. Ainda bastante chateada, Maria sugeriu ao antigo colega a divisão dos direitos sobre a personagem para que essa questão seja encerrada sem maiores desgastes.

6.3.03

E quinta feira de cinzas... Minhas férias se foram num piscar de olhos, ainda nem consegui fechar a Gazeta da Matilde, e já estou aqui, perambulando nos labirintos do pac-man...

5.3.03

E no carnaval do Rio, a Imperatriz Leopoldinense arregaçou com seu enredo de Pirataria!!! Nem todo pirata tem a perna de pau, o olho de vidro e a cara de mau... "Nenhuma lufada de vento agita as velas do navio, completamente imobilizados. Silenciosamente uma chalupa se aproxima, pela traseira do grande barco. O chefe faz sinal para os seus homens escalarem a gigantesca embarcação...Em alguns minutos ele se precipita em direção da cabine do capitão...E seus homens conquistam o galeão espanhol..." Como os grandes bandidos, a pirataria fascina. A ficção cria uma bruma sobre a realidade. No imaginário coletivo, a pirataria é indissociável das ilhas paradisíacas onde repousam tesouros escondidos. Tabernas sórdidas, pernas de pau, abordagens sanguinárias, torturas refinadas, formam todo arsenal da mitologia pirata. Escritores a partir do século XVIII ajudam a criar esta mitologia que transforma em personagens simpáticos, tipos totalmente abomináveis. O imaginário infantil encanta-se com livros de aventuras como Peter Pan escrito por James Barrie ou ainda coma Ilha do Tesouro de Robert Louis Stevenson, que não só cria os atributos obrigatórios para o perfeito pirata, inclusive a perna de pau e o papagaio no ombro, como também o enche de mistério, de simbolismo e de sonho. Desde que o mundo é mundo, a pilhagem e o roubo já existiam. Mas a era mais conhecida da pirataria se inicia junto com a exploração do novo mundo, marcando o fim dos mares livres e selvagens. Piratas eram salteadores que atacavam até os navios do próprio país, os corsários tinham seus barcos financiados pelos seus soberanos e com eles dividiam o lucro da pilhagem. O termo flibusteiro tem a mesma conotação, empregado para os saqueadores dos mares das Américas. Os portugueses e espanhóis dominavam o comércio marítimo. Outras nações com menor poderio naval, como a França, a Inglaterra e a Holanda começavam a estimular a pilhagem dessas riquezas extraídas do novo mundo, sobretudo o ouro, o açúcar, o tabaco, as madeiras nobres também não eram desprezadas. A rainha Elizabeth I, da Inglaterra, Louis XIV, da França, foram soberanos que apoiaram e estimularam a flibusteria. O Brasil desde os primórdios de sua formação sofria ataques de corsários e piratas. As madeiras brasileiras, trezentos papagaios e cinqüenta macacos faziam parte da mercadoria listada e pirateada lá pelos idos de 1556 e vendida nos mercados de Londres. Os franceses, que atacavam desde a América do norte até a América do Sul, fizeram várias tentativas de conquistar o Rio de Janeiro. Duclerc, corsário que invadiu o Rio com o intento de saqueá-lo, não teve sucesso, mas para vingá-lo, surge Duguay Trouin, um corsário apoiado por sua majestade Luis XIV Em 1711, 17 navios surgiram na Baía de Guanabara protegidos pela densa cerração. As fortalezas da barra não atiraram e quando deram pela invasão, a cidade já havia sido tomada. Na fortaleza de Santa Cruz, apenas 30 soldados estavam de prontidão e na de S. João, nada mais nada menos que 5 soldados tinham a incumbência de defendê-la. A cidade foi saqueada em suas riquezas. Não escaparam nem os pertences dos cidadãos que tiveram suas casas invadidas e o mobiliário, trajes, utensílios domésticos, tudo levado pelos invasores. Duguay Trouin, ainda exigiu um resgate para sair da cidade. O preço pago foi alto, 610 mil cruzados, duzentos bois, cem caixas de açúcar, além de os bens pilhados, em torno de doze milhões de cruzados. De volta a França foi nomeado chefe de esquadra e lugar-tenente da armada naval em 1728. Séculos mais tarde vemos a pirataria continua a fazer seus estragos pelo mundo afora inclusive, aqui no Brasil. São pirateados cds, livros, tênis, peças do setor automotivo, transportes, remédios, ervas medicinais, componentes eletrônicos, computadores, e por incrível que pareça, tal como nos idos de 1500, a nossa madeira ainda continua sendo extraída e pirateada. O único personagem que não nos atemoriza é o pirata da perna de pau, do olho de vidro e da cara de mau, que ataca no carnaval, com sua alegria, sem trazer nenhum estrago ou prejuízos; tripulada por mulheres bonitas, sua galera que nos sete mares não tem igual. Rosa Magalhães Carnavalesca

28.2.03

Estamos nesta lista de 50 blogs do caderno Informática, da Folha. Valeu Matias, me rendeu umas 80 visitas! Uma pena que minhas férias tenham contaminado o blog. Conta-se nos dedos o número de posts deste mês. Mentira, na real eu to é fodido fechando meu jornal, a Gazeta da Matilde. Jornalismo local é o que liga. Depois falo mais sobre isso. Ah, antes que eu me esqueça, procurem mp3 de Mohammed Rafi, vocês não vão se arrepender.

19.2.03

O que quer que eu faça é por nós por amor.

13.2.03

A trilha sonora deste mês está por conta do Spinner. Uma singela seleção do que ouvi de melhor: Amel Larrieux - Down canal: Africana Radio Bloodstone - Never Let You Go canal: Soul Chaka Demus & Pliers - Murder She Wrote canal: Dancehall Mc Fosty & Lovin' C - Radio Activity Rapp canal: Old School Boggie Down Productions - Ya Strugglin canal: Old School Lee Perry - Dreadlocks in Moonlight canal: Reggae Roots Linton Kwesi Johnson - Funny Dub canal: Reggae Roots Velvelettes - He War Really Say'n Something canal: Motown Sounds Diana Ross - Gettin' Ready For Love canal: Motown Sounds The Shirelles - esqueci de anotar o nome da música canal: Doo Wop

11.2.03

Tenho evitado posts que soem como "minhas férias", por isso, é cada vez mais dificil postar. Mas calma,,, ainda tô no meu segundo dia.. Demora pra pegar o ritmo da vida desregrada. Sem contas a prestar, vivendo de brisa... delícia pura. Mas na real o que importa desse primeiro post são estas fotos que eu tirei do ótimo Canaval Paulista.com. O casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira da Nenê, durante o ensaio técnico no último sábado, sob forte chuba, no anhembi.







7.2.03

Último dia de trabalho. Estou de férias na segunda, e só quero saber de Conrad na quarta-feira de cinza. EEE BELEZA!!! Dias dub, aí vou eu

5.2.03

FABRICANDO UM INIMIGO É a administração Bush, e não Bagdade, quem apoia a Al Qaeda. por Michel Chossudovsky [*] Um dos principais objectivos da propaganda de guerra é "fabricar um inimigo". Como o sentimento anti-guerra cresce e a legitimidade política da administração Bush escasseia, as dúvidas quanto à existência deste "inimigo externo" devem ser afastadas. Na medida em que a planeada invasão do Iraque se aproxima, a administração Bush e o seu indefectível aliado britânico multiplicam as "advertências" quanto a futuros ataques terroristas do Al Qaeda. O inimigo tem de parecer genuíno. Assim, milhares de novas estórias e editoriais ligando o Al Qaeda ao governo de Bagdade são plantadas nas cadeias noticiosas. Colin Powell enfatizou esta relação no seu discurso no Fórum Económico Mundial de Davos, em Janeiro. O Iraque é apresentado em declarações oficiais e nos media como "um paraíso e um abastecedor da rede de terror": "Evidências que ainda são mantidas em segredo estão a acumular-se no interior da administração indicando que não é por acaso que grupos terroristas no universo al Qaeda escolheram como armas preferidas venenos, gases e dispositivos químicos que constituem as armas de eleição do regime iraquiano". [1] Neste contexto, a propaganda pretende afogar a verdade e matar a evidência de que a Al Qaeda de Osama bin Laden foi fabricada e transformada em "Inimigo Número Um". Enquanto isso, "operações antiterroristas" dirigidas contra muçulmanos, incluindo prisões arbitrárias e em massa foram aceleradas. Nos EUA, são contempladas medidas de emergência em caso de guerra. Os media empresariais estão ocupados na preparação da opinião pública. Diz-se que uma "emergência nacional" é justificada porque "a América está sob ataque": "os EUA e os interesses ocidentais no mundo todo têm de estar preparados para ataques retaliatórios das células adormecidas logo que lancemos um ataque ao Iraque". [2] Defesa da pátria Os procedimentos de emergência já estão a decorrer. À Secretaria da Defesa da Pátria (Secretary of Homeland Defence) — cujo mandato é "salvaguardar a nação de ataques terroristas" — já foi concedida autoridade "para tomar o controle de uma emergência nacional", o que implica o estabelecimento de um domínio militar de facto. Por sua vez, o recém-criado Northern Command ficaria encarregado das operações militares da "guerra ao terrorismo" no teatro americano. O programa de vacinação anti variólica No contexto destas medidas de emergência, preparações para a vacinação obrigatória contra a varíola já estão em andamento como resposta a uma suposta ameaça de um ataque com armas biológicas em solo americano. O programa de vacinação — que foi objecto de intensa propaganda mediática — seria lançado com a única finalidade de criar uma atmosfera de pânico entre a população: "Uns poucos indivíduos infectados dispondo de uma pilha de bilhetes de avião — ou bilhetes de autocarro, pouco importa — poderiam difundir a infecção de varíola por todo o país, lançando uma praga de grandes proporções... Não é inconcebível que uma Coreia do Norte ou um Iraque pudessem manter varíola num laboratório escondido e passar os agentes mortais a terroristas". [3] As intenções escondidas são cristalinas. Qual a melhor forma de desacreditar o movimento anti-guerra e manter a legitimidade do Estado? Criar condições, instilando temor e ódio, de modo a apresentar os governantes como "guardiões da paz", comprometidos com a eliminação do terrorismo e a preservação da democracia. Nas palavras do primeiro-ministro britânico Tony Blair, reflectindo quase ao pé da letra os despachos da propaganda americana: "Acredito ser inevitável que eles tentem de uma forma ou de outra... Penso que podemos ver evidências com as prisões recentes de que a rede ttadora em relação a estas pessoas é a possível conjunção de fanatismo e tecnologia capaz de efectuar destruição em massa". [4] Prisões em massa A prisão em massa de indivíduos com origem no Médio Oriente a partir de 11 de Setembro de 2001 sob acusações inventadas não é motivada por considerações de segurança. Sua principal função é proporcionar "credibilidade" ao medo e à campanha de propaganda. Cada prisão, amplamente publicitada pelos media empresariais, repetida dia após dia, "dá um rosto" a este inimigo invisível. Serve também para disfarçar o facto de que a Al Qaeda é uma criatura da CIA. O "Inimigo Número Um" não é um inimigo e sim um instrumento. Por outras palavras, a campanha de propaganda executa duas importantes funções. Primeiro, deve assegurar que o inimigo seja considerado uma ameaça real. Segundo, deve distorcer a verdade — isto é, deve ocultar "o relacionamento" entre este "inimigo fabricado" e os seus criadores dentro do aparelho de inteligência militar. Assim, a natureza e a história do Al Qaeda de Osama bin Laden e as brigadas islâmicas desde a guerra soviético-afegã devem ser suprimidas porque se chegar a um público mais vasto a legitimidade da assim chamada "guerra ao terrorismo" entra em colapso como um castelo de cartas. E neste processo, a legitimidade dos principais actores políticos e militares é ameaçada. O escândalo do "conhecimento prévio do 11/Set" Em 16 de Maio de 2002 os tablóides de Nova York revelaram que "o presidente Bush foi advertido do possível sequestro antes dos ataques terroristas" e deixou de actuar. [5] A campanha de desinformação estava visivelmente a encalhar face às evidências cada vez maiores das ligações CIA-Osama. Pela primeira vez desde o 11/Set, a imprensa dominante sugeriu a possibilidade de um encobrimento aos mais altos níveis dos aparelho de Estado dos EUA. O agente do FBI Coleen Rowley, que tocou o apito para o FBI, desempenhou um papel chave no desencadeamento da crise. O seu controverso memorando ao director do FBI Robert Mueller apontava para a existência de "barreiras deliberadas" à investigação dos ataques do 11 de Setembro: "Minutos após os ataques do 11/Set o SSA [David Frasca, director da Unidade dos Fundamentalistas Radicais do FBI] disse 'isto foi provavelmente apenas uma coincidência' e nós nada devíamos fazer até que obtivéssemos a sua permissão, porque poderíamos interferir com alguma coisa que estivesse a acontecer em outro lugar do país" [6] Como resposta a uma iminente crise política, a campanha de medo e desinformação tornou-se super directa. Todas as cadeias noticiosas foram subitamente inundadas com relatos e advertências de "futuros ataques terroristas". Uma declaração com palavras cuidadosamente escolhidas (destinadas visivelmente a instilar o medo) do vice-presidente Dick Cheney contribuiu para preparar o cenário: "Penso que as perspectivas de um futuro ataque aos EUA são quase uma certeza... Isto pode acontecer amanhã, na próxima semana ou no próximo ano, mas eles continuarão a tentar. E temos de estar preparados". [7] O que Cheney está realmente a dizer-nos com isto é que o nosso "activo de inteligência", criado por nós, vai atacar outra vez. Então, se esta "criatura da CIA" estivesse a planear novos ataques terroristas, seria de esperar que a CIA fosse a primeira a saber disso. Com toda a probabilidade, a CIA também controla as chamadas "advertências" provenientes de fontes da própria CIA sobre "futuros ataques terroristas" nos EUA e por todo o mundo. Padrão consistente de propaganda Através de um exame cuidadoso das notícias acerca de reais, "possíveis" ou "futuros" ataques terroristas verifica- se que a campanha de propaganda apresenta um padrão constante. Conceitos semelhantes aparecem simultaneamente em centenas de relatos dos media: eles referem-se a "fontes ce inteligência ou FBI. Eles invariavelmente indicam que os grupos terroristas envolvidos têm "laços com bin Laden" ou Al Qaeda, ou são "simpáticos a bin Laden" , Os relatos apontam muitas vezes para a possibilidade de ataques terroristas, "mais cedo ou mais tarde" ou "nos próximos dois meses" . Os relatos frequentemente levantam a questão dos chamados "alvos soft" , indicando a probabilidade de baixas civis. Indicam que futuros ataques terroristas poderiam ocorrer num certo número de países aliados (incluindo Grã Bretanha, França, Alemanha) em que a opinião pública é fortemente contrária à dita guerra ao terrorismo conduzida pelos EUA. Confirmam a necessidade, por parte dos EUA e dos seus aliados, de iniciar acções "preventivas" contra estas várias organizações terroristas e/ou os governos estrangeiros que abrigam os terroristas. Apontam frequentemente para probabilidade de que estes grupos possuam armas de destruição em massa (ADE) incluindo armas biológicas e químicas (bem como armas nucleares) . As ligações ao Iraque e "Estados vilões" (analisadas na Parte I) também são mencionadas. As advertências incluem também avisos quanto a "ataques no solo americano", ataques contra civis em cidades ocidentais . Apontam os esforços efectuados pelas autoridades policiais para capturar os alegados terroristas. Os indivíduos presos são em praticamente todos os casos muçulmanos e/ou originários do Médio Oriente. Tais relatos são utilizados também como justificação para a legislação de Segurança da Pátria (Homeland Security) , bem como para o "perfilamento étnico" e as prisões em massa de supostos terroristas. Este padrão de desinformação nos medias ocidentais aplica os clichés e lugares comuns habituais (Ver abaixo excertos de imprensa. Os clichés são indicados em itálico): "Relatórios publicados, bem como novas informações obtidas junto à inteligência americana e a fontes militares , apontam para um crescente corpo de evidência de que terroristas associados com e/ou simpáticos a Osama bin Laden estão a planear um ataque significativo sobre o solo americano . Também constituem alvos países aliados que se juntaram à caçada mundial às células muçulmanas radicais que teimam em desencadear novas ondas de ataques terroristas. ... A activação de forças antiterroristas pelo governo dos EUA segue-se a uma advertência do FBI de 14 de Nov. de que um "espectacular" novo ataque terrorista pode estar a surgir — mais cedo ou mais tarde. ... O governo australiano emitiu uma advertência sem precedente aos seus cidadãos de que terroristas do al-Qaeda ali podem lançar ataques nos próximos dois meses . [8] Apesar de o director da CIA George Tenet ter dito em recente audição junto ao Congresso que "uma tentativa de efectuar um outro ataque em solo americano é certa ", um conjunto de três antigos responsáveis da CIA pôs em dúvida a possibilidade de qualquer ataque "espectacular" em solo americano . [9] "Os alemães têm estado nervosos desde os ataques terroristas nos Estados Unidos, temendo que o seu país esteja maduro para o terrorismo . Vários dos sequestradores dos ataques do 11/Set organizaram os seus movimentos em Hamburgo. [10] "Em 18/Dez, um alto responsável do governo, falando na condição de anonimato, informou jornalistas acerca da 'alta probabilidade' de um ataque terrorista acontecer 'mais cedo ou mais tarde' . ... ele citou hotéis e centros comerciais como 'alvos soft' potenciais... O responsável também mencionou especificamente: um possível ataque químico no metro de Londres, o desencadeamento da varíola, o envenenamento da rede de água e golpes contra "alvos cartão- postal" tais como o Big Ben e Canary Warf. Ao alerta do "mais cedo ou mais tarde" seguiu-se uma advertência do Home Office no fim de Novembro que os ditos radicais islâmicos possam utiambém provocou grandes manchetes mas tal advertência foi rapidamente desmentida por receio de que isto provocaria pânico público. [11] A mensagem ontem, apesar de obscura, era de que estes terroristas estão a tentar — e, mais cedo ou mais tarde , podem romper as defesas de Londres. É uma cidade onde dezenas de milhares de almas,... Peritos disseram reiteradamente que o Reino Unido, com o seu firme apoio aos EUA e à sua guerra ao terror, é um objectivo natural e realista para grupos do terror, incluindo a rede al-Qaeda conduzida pelo cérebro do 11/Set Osama bin Laden . [12] Citando Margaret Thatcher: "Só os EUA têm o alcance e os meios para tratarem de Osama bin Laden ou Saddam Hussein ou os demais vis psicopatas que mais cedo ou mais tarde seguirão as suas pisadas". [13] De acordo com um recente alerta do Departamento de Estado americano: "A segurança aumentada em instalações oficiais dos EUA levou terroristas a procurarem alvos mais fáceis tais como áreas residenciais, clubes, restaurantes, lugares de culto, hotéis, escolas, acontecimentos recreativos ao ar livre, locais de férias, praias e aviões" . [14] Ataques terroristas reais Para ser "eficaz" a campanha de medo e desinformação não pode confiar unicamente em "advertências" não confirmadas de ataques futuros, exige também ocorrências terroristas "reais" ou "incidentes", os quais dão credibilidade aos planos de guerra da administração. A propaganda endossa a necessidade de executar "medidas de emergência" bem como de acções militares retaliatórias. A colocação em funcionamento de "incidentes como pretexto de guerra" faz parte das premissas do Pentágono. De facto, faz parte integral da história militar dos EUA. [15] Na realidade, em 1962 a Joint Chiefs of Staff concebeu um plano secreto chamado "Operation Northwoods" para provocar deliberadamente baixas civis a fim de justificar a invasão de Cuba: "Nós podíamos explodir um navio americano na Baia de Guantanamo e culpar Cuba", "Podíamos desenvolver uma campanha de terror comunista-cubana na área de Miami, em outras cidades da Florida e mesmo em Washington" "listas de baixas em jornais americanos causariam um onda favorável de indignação nacional" (Ver o documento desclassificado Top Secret 1962 intitulado "Justification for U.S. Military Intervention in Cuba" [16] (Ver Operation Northwoods em http://www.globalresearch.ca/articles/NOR111A.html) . Não há evidência de que o Pentágono ou a CIA tenham desempenhado um papel directo em ataques terroristas recentes. Os últimos foram empreendidos por organizações (ou células destas organizações), as quais operam bastante independentemente, com um certo grau de autonomia. Esta independência é da própria natureza de uma operação de inteligência encoberta. O "activo de inteligência" não está em contacto directo com seus patrocinadores encobertos. Ele não é obrigatoriamente conhecedor do papel que desempenha por conta dos seus patrocinadores da inteligência. A pergunta fundamental é: quem está por trás deles? Através de que fontes estão eles a ser financiados? O que constitui a rede subjacente de ligações? Um recente (2002) resumo classificado minutado para guiar os "apelos para a criação de um chamado 'Grupo de operações proactivo e preventivo' (P2OG)" do Pentágono para lançar operações secretas destinadas a "estimular reacções" entre terroristas e Estados que possuem armas de destruição e massa — ou seja, por exemplo, espicaçando células terroristas a entrarem em acção e expondo-as a ataques de "resposta rápida" de forças americanas" [17] A iniciativa P2OG não tem nada de novo. Ela no essencial estende um aparelho existente de operações encobertas. Como já foi amplamente documentado, a CIA apoiou grupos terroristas desde a era da Guerra Fria. Este "espicaçamento de células terroristas" sob operações enradicais ligados ao Al Qaeda. O apoio encoberto pelo aparelho militar e de inteligência dos EUA tem sido canalizado para várias organizações terroristas islâmicas através de uma complexa rede de intermediários e procuradores (proxies) . Além disso, numerosas declarações oficiais e relatórios de inteligência confirmam ligações (na era pós Guerra Fria) entre unidades de inteligência militar americana e operacionais da Al Qaeda, como ocorreu na Bósnia (meados da década de 1990) e na Macedonia (2001). [18] O Comité do Partido Republicano do Congresso dos EUA aponta num relatório de 1997 para a colaboração aberta entre os militares americanos e os operacionais do Al Qaeda na guerra civil na Bósnia. [19] (Ver Congresso dos EUA, 16/Janeiro/1997, http://www.globalresearch.ca/articles/DCH109A.html ) Laços com o Al Qaeda e a inteligência militar do Paquistão (ISI) É na verdade revelador que em virtualmente todas as ocorrências terroristas pós 11/Set se diga que as organizações terroristas têm "laços com a Al Qaeda de Osama bin Laden". Isto é por si próprio uma peça crucial de informação. Naturalmente, o facto de que o Al Qaeda é uma criatura da CIA não é mencionado nos relatos da imprensa nem é considerado relevante. Os laços destas organizações terroristas (particularmente aquelas na Ásia) à inteligência militar do Paquistão (ISI) foram reconhecidos nuns poucos casos por fontes oficiais e despachos da imprensa. Confirmados pelo Council on Foreign Relations (CFR), alguns destes grupos diz-se terem ligações ao ISI do Paquistão, sem identificar a natureza de tais ligações. É desnecessário dizer que esta informação é crucial para identificar os patrocinadores destes ataques terroristas. Por outras palavras, declara-se que o ISI apoia estas organizações terroristas, enquanto, ao mesmo tempo, mantém laços estreitos com a CIA. O ataque bombista de Bali (Outubro de 2002) O ataque em Bali na praia de veraneio de Kuta resultou em cerca de 200 mortes, sobretudo turistas australianos. O ataque à bomba foi alegadamente perpetrado pelo Jemaah Islamiah, um grupo que opera em vários países do sudeste asiático. Relatos de imprensa e declarações oficiais apontam para laços estreitos entre o Jemaah Islamiah (JI) e o Al Qaeda. O "dirigente operacional" do JI é Riduan Isamuddin, aliás Hambali, um veterano da guerra soviético-afegã, que foi treinado no Afeganistão e no Paquistão. Segundo um relato da UPI: "A guerra [soviético-afegã] proporcionou oportunidades para figuras chave destes grupos, que estiveram no Afeganistão, experimentarem por si próprios a glória da jihad. Muitos dos radicais detidos em Singapura e na Malásia retiraram sua inspiração ideológica das actividades dos mujahideen no Afeganistão e no Paquistão" [20] Aquilo que tal relato deixa de mencionar é que o treinamento dos maujahideen no Afeganistão e no Paquistão foi uma iniciativa patrocinada pela CIA lançada no mandato do presidente Jimmy Carter em 1979, utilizando o ISI do Paquistão como um intermediário. Ligações do JI à inteligência militar da Indonésia Há indicações de que, além das suas alegadas ligações à Al Qaeda, o Jemaah Islamiah também tem ligações à inteligência militar da Indonésia, a qual por sua vez tem ligações à CIA e à inteligência australiana. As ligações entre o JI e a Agência de Inteligência da Indonésia (BIN) são reconhecidas pelo International Crisis Group (ICG): "Esta ligação [do JI ao BIN] precisa ser explorada mais completamente: isto não significa necessariamente que a inteligência militar estava a trabalhar com o JI, mas levanta uma pergunta acerca da extensão em que conhecia ou poderia ter descoberto mais acerca da JI do que reconheceu". [21] (International Crisis Group, http://www.crisisweb.org/projects/showreport.cfm? reportid=845 , 2003) O ICG, contntudo, deixa de mencionar que o aparelho de inteligência da Indonésia tem sido, durante mais de 30 anos, controlado pela CIA. No rescaldo das bombas de Bali em Outubro de 2002, um relato contraditório proveniente de altas patentes da Indonésia apontava para envolvimento tanto do chefe da inteligência militar indonésia, general A. M. Hendropriyono, como da CIA: "A agência e o seu director, gen. A. M. Hendropriyono, são bem considerados pelos Estados Unidos e outros governos. Mas aqui ainda há altos responsáveis da inteligência que acreditam que a CIA estava por trás do bombismo". [22] Em resposta a tais declarações, a administração Bush exigiu que a presidente Megawati Sukarnoputri refutasse publicamente o envolvimento dos EUA naqueles ataques. Nenhuma retractação foi emitida. Não só a presidente Megawati permaneceu silenciosa acerca deste assunto como também acusou os EUA de ser: "uma superpotência que forçou o resto do mundo a alinhar-se consigo... Nós vemos como a ambição de conquistar outras nações levou a uma situação em que não há mais paz a menos que todo o mundo obedeça à vontade daquele que tem o poder e a força". [23] Enquanto isso, a administração Bush utilizou os ataques de Bali para apoiar a sua campanha de medo: "O presidente Bush disse 2ª feira que admite que o al-Qaeda fosse responsável pelo bombardeamento mortal na Indonésia e que está preocupado com novos ataques nos Estados Unidos". [24] As notícias [referentes ao ataque de Bali] chegavam enquanto responsáveis da inteligência americana advertiam que mais ataques como o bombardeamento indonésio podem ser esperados nos próximos meses, na Europa, no Extremo Oriente e nos EUA". [25] Encobrimento As ligações do JI à agência de inteligência indonésia nunca foram postas em relevo na investigação oficial do governo indonésio — a qual foi guiada nos bastidores pela inteligência australiana e pela CIA. Além disso, logo após o bombardeamento, o primeiro-ministro australiano John Howard "admitiu que as autoridades australianas foram advertidas acerca de possíveis ataques em Bali para preferiram não emitir uma advertência" [26] Também em consequência dos bombardeamentos, o governo australiano optou por trabalhar com o Kopassus, as Forças Especiais da Indonésia, na assim chamada "guerra ao terrorismo". Austrália: "Onda de indignação aproveitável" Recordando a Operação Northwoods, o ataque de Bali serviu para desencadear "uma onda de indignação aproveitável". [27] Ele contribuiu para inclinar a opinião pública australiana em favor da invasão americana do Iraque, e ao mesmo para enfraquecer o movimento de protesto anti-guerra. Na sequência do ataque de Bali, o governo australiano juntou- se "oficialmente" à "guerra ao terrorismo" conduzida pelos EUA. El e não só utilizou o bombardeamento de Bali como pretexto para integrar plenamente o eixo militar EUA-Reino Unido como também adoptou medidas policiais drásticas, incluindo o "perfilamento étnico" direccionado contra os seus próprios cidadãos: O primeiro-ministro John Howard fez recentemente a extraordinária declaração de que está preparado para efectuar ataques militares preventivos contra terroristas em países asiáticos vizinhos que planeiam atacar a Austrália. Agências de inteligência australianas também estão muito preocupadas quanto à probabilidade de um ataque do al-Qaeda que utilizasse armas nucleares. [28] Os ataques ao Parlamento indiano (Dezembro de 2001) Os ataques terroristas de Dezembro de 2001 ao Parlamento da Índia — os quais contribuíram para levar a Índia e o Paquistão quase à guerra — foram alegadamente efectuados por dois grupos rebeldes com base no Paquistão, o Lashkar-e-Taiba ("Exército dos Puros" e o Jaish-e-Muhammad ("Exército de Maomé). Os relatos da imprensa reconheceram os laços de ambos os grupos com o Al Qaeds, sem contudo mencionar que eles eram apoiados directamente pelo ISI do Paquistão. Quanto a isto, o Council on Foreign R Paquistão proporcionou financiamento, armas, instalações de treinamento e ajuda para o cruzamento de fronteiras ao Lashkar e ao Jaish... A muitos foi dado treinamento ideológico nas mesmas madrasas, ou seminários muçulmanos, que ensinavam os talibans e os combatentes estrangeiros no Afeganistão. Eles receberam treinamento em campos no Afeganistão ou em aldeias na Caxemira controlada pelo Paquistão. Grupos extremistas [apoiados pelo ISI] abriram recentemente várias novas madrasas em Azad Kashmir". [29] (Council on Foreign Relations at http://www.terrorismanswers.com/groups/harakat2.html , Washington 2002) Aquilo que o CFR deixa de mencionar é o relacionamento crucial entre o ISI e a CIA e o facto de que o ISI continua a apoiar o Lashkar, o Jaish e o militante Jammu e Kashmir Hizubl Mujahideen (JKHM), enquanto colabora também com a CIA. Ironicamente, confirmado pelos escritos de Zbigniew Brzezinski (que acontece ser um membro do CFR), o treinamento destes "combatentes estrangeiros" foi uma iniciativa da política externa americana, lançada durante a administração Carter em 1979 no princípio da guerra soviético-afegã. Coincidindo com o Acordo de Paz de Genebra e com a retirada soviética do Afeganistão, o ISI foi instrumental na criação do militante Jammu and Kashmir Hizbul Mujahideen (JKHM). [30] O ataque na hora certa ao Parlamento indiano, seguido pelos tumultos étnicos em Gujarat no princípio de 2002, fora o culminar de um processo iniciado na década de 1980, financiado pelo dinheiro da droga e auxiliado pela inteligência militar do Paquistão. Desmantelar a campanha de propaganda, construir um consenso anti-guerra Estamos na confluência de uma das mais sérias crises da história moderna, exigindo um grau de solidariedade sem precedentes, coragem e compromisso. A guerra dos Estados Unidos, que inclui a utilização de armas nucleares como "primeiro ataque", ameaça o futuro da humanidade. Grande parte da justificação para travar esta guerra sem fronteiras repousa na legitimidade do programa anti- terrorista da administração Bush. Este programa faz parte da campanha de propaganda, a qual por sua vez é utilizado para levar a população americana a uma aceitação incondicional da agenda de guerra. Nos EUA, e por toda a parte do mundo, o movimento anti-guerra ganhou ímpeto. Enquanto milhões de pessoas juntaram as mãos na oposição à guerra, a campanha de medo e desinformação da administração Bush, transmitida pelos media empresariais, tem servido para sustentar a cambaleante legitimidade da administração Bush. Nesta encruzilhada crítica, o movimento anti-guerra/pró- democracia deve necessariamente mover-se para um plano mais alto, dirigido às principais funções da máquina de propaganda a administração. A principal finalidade da propaganda é manter a legitimidade dos governantes e assegurar que estes permaneçam no poder. Impugnar o "direito a governar" da administração Bush Por outras palavras, a mobilização do sentimento anti-guerra por si própria não reverterá a maré da guerra. O que é necessário é desafiar consistentemente a legitimidade dos principais actores políticos e militares, revelar a verdadeira face do Império Americano e enfatizar a criminalização da sua política externa. Finalmente, é necessário questionar e finalmente impugnar o "direito a governar" da administração Bush. Revelar as mentiras por trás da administração Bush é a base para a destruição da legitimidade dos seus principais actores políticos e militares. Mesmo que a maioria da população esteja contra a guerra, isto por si próprio não impedirá a guerra de ocorrer. O objectivo da campanha de propaganda é manter as mentiras que suportam a legitimidade dos actores políticos e militares principais. Enquanto os gabinete de Bush for considerado um "governo legítimo" aos olhos do povo e da opin Por outras palavras, esta legitimidade tem de ser desafiadas. Analogamente, na Grã Bretanha onde a maioria da população está contra a guerra conduzida pelos EUA, devem ser lançadas acções que resultem finalmente na queda do gabinete Blair e na retirada da Grã-Bretanha da coalizão militar dirigida pelos EUA. Uma condição necessária para deitar abaixo estes governantes é enfraquecer e finalmente desmantelar sua campanha de propaganda. Qual a melhor forma de alcançar este objectivo? Pela revelação completa das mentiras por trás da "guerra ao terrorismo" e pela revelação da cumplicidade da administração Bush com os acontecimentos do 11/Set. Esta é a grande burla, é a maior mentira da história dos EUA. O pretexto da guerra não engana e tais governantes deveriam ser removidos. Além disso, é importante mostrar que o "Inimigo Número Um" é fabricado. Os ataques terroristas na verdade são reais, mas quem está por trás deles? As operações encobertas em apoio de organizações terroristas, incluindo a história das ligações da Al Qaeda à CIA desde a guerra soviético-afegã, devem ser plenamente reveladas porque elas relacionam directamente a onda de ataques terroristas que se verificaram desde o 11 de Setembro, todos eles ditos ter ligações à Al Qaeda. Para reverter a maré, é imperiosa a difusão de informação a todos os níveis a fim de contrariar a campanha de propaganda. A verdade questiona e eclipsa a mentira. E a verdade é que a administração Bush está de facto a apoiar o terrorismo internacional como pretexto para travar a guerra contra o Iraque. Uma vez que esta verdade se torne plenamente entendida, a legitimidade dos governantes entrará em colapso como um castelo de cartas. Isto é que tem de ser alcançado. Mas nós só podemos chegar a isto cancelando efectivamente a campanha de propaganda oficial. A dinâmica e o êxito dos grandes comícios anti-guerra nos EUA, na União Europeia e por todo o mundo deveriam lançar as fundações uma rede permanente composta por dezenas de milhares de comités anti-guerra nos bairros, lugares de trabalho, paróquias, escolas, universidades, etc. Será finalmente através desta rede que a legitimidade daquele que "governam em nosso nome" será desafiada. Para desviar os planos de guerra da administração Bush e desactivar sua máquina de propaganda devemos nos meses pela frente estender a mão aos nossos concidadãos de toda a terra, nos EUA, Canadá e por todo o mundo, aos milhões de pessoas comuns que foram iludidas acerca das causas e consequências desta guerra, não deixando de mencionar as implicações da legislação sobre Segurança da Pátria da administração Bush, a qual no essencial põe no lugar os blocos para a construção de uma polícia de Estado. Esta iniciativa exige a difusão de informação numa rede extensa entre multidões, tendo em vista o enfraquecimento e finalmente a desactivação da máquina de propaganda da administração Bush. Quando as mentiras — incluindo aquelas referentes ao 11 de Setembro — forem plenamente reveladas e compreendidas por toda a gente, a legitimidade da administração Bush será rompida — o Big Brother não terá pernas para suster-se, ou seja, não haverá mais guerra para alimentá-lo. Se isto não resultará necessariamente numa "mudança de regime" fundamental e significativa nos EUA, um novo "consenso anti- guerra" terá emergido, o qual finalmente abrirá o caminho para uma luta mais vasta contra a Nova Ordem Mundial e contra a tentativa do Império Americano de estabelecer a dominação global. _______________ ANEXO As evidências confirmando que sucessivas administrações dos EUA apoiaram o Al Qaeda são resumidas abaixo (são fornecidas referências numa bibliografia seleccionada): As "Brigadas islâmicas" são uma criação da política externa dos EUA. Na era pós-Guerra Fria a CIA conIA, o Al Qaeda é classificado como um "activo de inteligência"

4.2.03

Férias, férias, férias não penso em mais nada

3.2.03

Estamos em obras...

31.1.03



Sunset
-Norman Rockwell
Meu blog tá todo zoado. Não sei como mas consegui foder de novo o template. Como tá dando pra ler na boa, vai ficar assim mesmo durante alguns dias. Novos leitores, não se assustem com a feiura desta página, é temporária...

29.1.03

Porque a voz de Deus é a voz do povo

O Eu Adoro publicou um relato e fotos inéditas da campanha "EU COMO COCÔ!", do Projeto Cid Moreira.

Racionais Mcs no Ensaio - Quem viu viu, quem perdeu compra a fita aqui.

Quando vi os Racionais MCs na capa da ilustrada de segunda-feira, tomei um susto ao ver que a notícia era a gravação do Ensaio.“Caralho, até que enfim!”, pensei na hora.

Na matéria, Pedro Alexandre Sanchez (o único critíco musical da Folha que não é “indie”?), conta o que assistiu dos bastidores, sem se identificar. A julgar pelo que assisti no vídeo, discordo de várias afirmações do texto. Mas deixo isso de lado, afinal, eu não tava lá na hora...

Não senti tanta tensão no ar. Apesar do nervosismo dos caras. Só lamento mesmo, o trunfo do Ensaio: as perguntas ocultas. Como eu queria ver o ENCONTRO entre eles e o Fernando Faro – o cara que mais entende de música brasileira. Queria ver o fraterno confronto de impostações tão antagônicas.

O Ensaio, um documento vivo da história da produção musical brasileira, soube do valor histórico daquela edição do programa. A começar pela introdução do próprio Faro e do Marcelo Tas. Pelo formato widescreen, e a contextualização entrecortando o programa, com várias imagens do Capão. E o que parece mais incrível foi os raps ficando em segundo plano em relação ao papo, honesto e emotivo. Falando do começo, dos bailes, suas histórias de vida, mãe, Deus. Histórico pelo ineditismo da exposição de Mano Brow.

27.1.03

Notem o ícone do Nedstats no topo da página. Esse link tava quebrado há meses... enfim, se quiser saber a quantas anda o movimento deste blog clica nele. Considerando a partir de hj, pq o tempo que ficou zoado nao registrou as visitas.

24.1.03

Mad Professor - Dub Me Crazy - Pte. 1

Que disco foda! Nada mais apropriado, puro jazzco.
Um minuto de silêncio pelo assassinato do Sabotage. Deus do céu, o segundo post-obituário da semana.

23.1.03

Alguém aí tinha lido esta matéria?

22.1.03

Dona Zica foi dessa pra melhor. Cartola deve estar feliz com o reencontro e ansioso para mostrar as composições dos últimos anos.

21.1.03

Matei meu eu sedentário! Comecei hoje a natação. Gostoso pacas, apesar d'eu ficar ridículo de sunga, touquinha, óculos e barbão. Pior, fazendo bolinhas e nadando com a pranchinha. Delícia. Me sinto mais vivo e com uma fome monstro. O que importa é que dei o primeiro passo pra produzir o triplo!

20.1.03

SEM EXAGEROS, ESSA É UMA DAS NOTÍCIAS MAIS TRISTES DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE. BANANA PODE DESAPARECER EM 10 ANOS



Parece absurdo, mas o alerta foi dado pela equipe de cientistas da Inibap (International Network for the Improvement of Banana and Plantain), órgão sediado em Montpellier, França. A equipe é chefiada pelo cientista belga Emile Frison. Segundo a pesquisa, o maior problema do fruto mais popular do planeta é sua pouca variedade genética, que a impede de resistir as doenças que atacam as plantações. Entre as ameaças à banana, estão os terríveis fungos mal-do-Panamá, e a sigatoka negra (Só nome de vodu!), que já se tornou epidemia no norte do Brasil. A sigatoka negra entrou no país pelo estado do Amazonas em 1998, e já está disseminada no Acre, Mato Grosso, Pará, Roraima e Amapá. Está proibida a saída de banana desses Estados para o restante do Brasil. Para Frison, a biotecnologia e a manipulação genética é a única esperança da banana. A bananeira é uma planta estéril, sem sementes, como se fosse um clone da primeira banana, que existiu há 10 mil anos e não era comestível. Quer dizer, se ainda tiver banana no mundo, vai ser trangênica. Ae, nos comentários, sem gracinhas, por favor. Isso deve ser obra do próprio capeta, engravatado, à frente de alguma mega-corporação. Caralha, precisava ser com comida de pobre? Isso vai acabar até com nossa identidade nacional! Yes, nós tínhamos banana.

17.1.03

ontem a noite, você pediu. Você pediu... uma oportunidade, mais uma chance. Olha aí, mais um dia, todo seu. Que céu azul loco, hein? Como Deus é bom, nénão nêgo?
Fly Guy - Uma das coisas mais lindas que já vi na internet. Pra quem sempre quis voar...

16.1.03

Não se pode esquecer de agir localmente Sabe por que você não lê jornais de bairro? Porque pouquíssimos dizem algo que te interessa. A maioria não passa de uma coletânea de qualquer coisa. Um horóscopozinho, com umas fofocas chupadas da Ti Ti Ti, e claro, a propaganda do político local. Claro que não estou generalizando. Na real, tomo por base o infeliz autor da campanha “É melhor ser um careta vivo que um drogado morto”, o Jornal MB. MB no caso são as iniciais de Mauro Borges, nenhuma relação com o dj de Que Fim Levou o Robin?. Além de político de algum partido de direita, o cara é dono o jonal mais influente da Vila Matilde. Imagino que em todas as quebradas há representantes da imprensa local semelhantes ao figura. O pior é que não dá negar a influencia do figura. Desde criancinha eu lembro das festas, shows e showmícios que ele promovia na Praça da Toco. Eu lembro de atrações das mais variadas. Rita Cadillac, Dominó, Banana Split, a Bateria da Nenê, e alguns rockzinhos de merda. Enfim, o auto proclamado “A Voz Forte da Zona Leste”, nunca usou sua voz pra porra nenhuma além da autopromoção. Quem conhece a famigerada campanha Droga Mata, sabe o que eu estou falando. E daí o tiozinho ganha o Jornal MB na banca, e é obrigado a ver na capa do bagulho a Xuxa usando a camiseta da campanha. Resumindo, o que impera na pequena imprensa é o supra-sumo do jornalismo-Joselito. Um texto disponível no site da Universidade Metodista, decreta o fim do jornal de bairro. Rodolfo Martino, editor-chefe do jornal A Gazeta do Ipiranga, diz: "O fim da vida comunitária também está colaborando para essa situação. Os jornais de bairro surgiram com a comunidade, para ajudá-la. A grande tendência do terceiro milênio é a individualização...”. Pai do céu, que mundo de ilusão é esse? Nunca vi um discurso tão derrotista. Que a tendência imposta é a individualização ninguém dúvida, mas se nem a porra do veículo local é contra esse raciocínio, quem vai ser? É sintomático. É óbvio que a concorrência é desleal contra a mídia poderosa, mas é como se as pessoas tivessem deixado de ser curiosas. Todo mundo quer saber do que acontece por perto, é uma tendência natural. Sei que a maioria acha normal voltar pra casa e e encontrar semi-estranhos por todo o caminho, inclusive na mesma rua. Desculpem, mas isso não é normal. Só que demora pra cair a ficha. E o que fode é que se gasta papel, tinta e dinheiro em impressos que circulam mas são tão distantes da vida das pessoas que só são úteis pra embrulhar banana.
Cliquem na imagem!


Agradecimentos especialíssimos a Dr. Ailton, por aparecer com a dica na hora certa.

14.1.03



DEVOLVIDO! Depois de meses sequestrado em portos hostis, meu Navio Pirata volta pra casa! Graças a Conceição, que trabalha aqui comigo, que mexeu seus pauzinhos junto a diretoria da Bienal.

13.1.03

Cliquem neste banner que o site é sensacional:

10.1.03

Conforme o prometido, eis o endereço do show do Nitrate Kid, que rola amanhã por volta de umas 17h: Rua Campo Bom, 155 - Jabaquara.

9.1.03

Este ano a Águia vai voar alto, pode apostar! Me refiro a minha queria Nêne de Vila Matilde o G.R.E.S. mais foda de São Paulo. Neste carnaval a Escola homenageia Ziraldo. Aí vai a letra do samba pra todo mundo ir decorando!



É Melhor Ler... "O Mundo Colorido de um Maluco Genial" Compositores: Paulinho Sampagode, Fabiano Sorriso, Pedrinho Sem Braço, Edy Amor hoje é dia de festa Faço um convite colorido vem brincar Do desenho à leitura, universo de ternura Surge um Menino Maluquinho e o Saci Veio de lá... De Caratinga pro cenário mundial Ziraldo o multimídia, dá samba na avenida Nesse carnaval Sua obra não calou Esse "A.I." não é pra mim Mineirinho nem ligou A Turma do Pererê, a lua hoje tem cor Que brilha nessa noite de esplendor Bis O mundo colorido De um maluco genial Amou, se deu, colaborou Pintou, riscou, cresceu oo... O seu Pasquim vive até hoje, é imortal Aplauso, é gol, é show de bola, é nacional Lá vem minha Vila Trazendo a magia...do saber Se ler é sonhar, aprender, viajar Nessa viagem eu sou mais Nenê Refrão
Tem uma coisa que eu esqueci de postar antes do fim de ano. O melhor filme que eu assisti em 2002 foi: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, de 2001, dirigido por Jean-Pierre Jeunet (o mesmo de O Ladrão de Sonhos). Quer um conselho? Alugue esta fita e assista com alguém que você esteja apaixonado. Esta é a história de uma menina (linda) cheia de manias, que vê prazer em pequenas coisinhas e um dia decide começar a ajudar as pessoas. Falando assim, parece bobo. Mas assista que o filme é genial, engraçado, bonito e simples. Amélie é um poço de singeleza, responsável pelo olhar mais cativante dos últimos anos. E o seu nome real é Audrey Tautou Pra você que ainda não assistiu, uma pequena exposição de algumas cenas do filme encontradas no google:















8.1.03

Esse gif já é meio velho e rodou bastante na net., mas ainda é do caralho. Uma puta animação num formatinho tão capenga.
Atenção atenção, sábado tem show do Nitrate Kid! A lendária banda do meu chapa Bebaça. Aquela que o Kiko também tocava antes de ser arrebatado pelo samba. Esse é o primeiro show do Nitrate depois da volta do Bebaça, que ficou um tempão morando no Japão. O show vai rolar lá no Jabaquara, no lugar onde antigamente rolava as verduradas. Depois eu ligo pra ele e coloco aqui o endereço certinho.

7.1.03

Antes de mais nada, FELIZ 2003!!! Faz tempo desde o último post. Também, depois de uns 15 dias longe da civilização, dá até uma ojeriza de voltar a encarar um monitor diariamente. Mas beleza, tô descansado o suficiente. O foda é ficar tanto tempo sem ouvir uma notícia sequer, e na volta ser surpreendido pela morte de Joe Strummer e pelo nascimento de Eva, o bebê clonado pelo charlatão maluco Rael. Voltando ao assunto ano novo, esse ano promete hein? Diz aí! Da minha parte, só posso dizer que vou moscar bem menos que 2002. Esse é o ano que eu viro o Multihomem. Vou fazer um milhão de coisas, e pra isso, vou sair completamente do sedentarismo e me disciplinar. Já vou começar pela natação, pra não perder o pique de spa de Ubatuba. Daí logo começam minhas aulas na Federação, e em seguida, na faculdade e dizem que o terceiro ano é embaçado... Bom, e isso é o de menos, vou ver se volto a estudar acordeon. Também tenho que voltar pro inglês, apesar de querer aprender árabe e esperanto... E tem a nova banda que logo começa a ensaiar. Também vou ilustrar o encarte do cd do Dissentiment e Intifada. E tem o Dip-Lic, Brisa, Jornal Matildense. To esquecendo alguma coisa? Ah, devo estar. Ainda bem que agora vou ver a Adriana todo dia na faculdade, ja que ela é a MINHA BIXETE!!! Quanto a trabalho, vamos ver o que a Providência me reserva pra logo mais. Ano novo é nóis. Tô entrando nele cheio de fé e com as baterias recarregadas pelos plânctons que nos fizeram brilhar no reveillon. Parecia mágica. E a Suélen não viu.

20.12.02



Cliquem na imagem!

19.12.02

"Con 24 mila baci, felici corrono le ore Un giorno splendido perchè Ogni secondo bacio te..." -Adriano Celentano
a propósito da briga entre Freddy e Jason, quem ganha na minha humilde opinião é o Krueger, claro. Afinal, até Jason Vorhees sonha!

17.12.02

Freddy Vs. Jason: será que vale o revival? O site especializado em terror Bloody-Disgusting recebeu estas imagens do próprio Robert Englund - Freddy Krueger em pessoa! As fotos foram tiradas pela senhora Englund, no set de filmagens.







Anotem na agenda: Visitar a exposição do Laerte, na abertura do MAG Amanhã entra no ar a matéria sobre a inauguração. Museu das Artes Gráficas do Brasil Rua Voluntários da Pátria, 596 - Prédio do Arquivo do Estado 100 metros da estação Tietê do metrô.

16.12.02

12.12.02

Idolatria Alguém pede a um sufi: — Ensine-me a rezar. — Não somente você já está rezando — diz o sufi — mas uma parte de teu espírito está constantemente ocupada com rezas. — Eu não compreendo, — replica o outro — já fazem alguns meses que sou incapaz de rezar a Deus, não sei por que razão... — Você me disse: “ Ensine-me a rezar.” Você não tinha mencionado Deus. Ora a oração em que estás absorto há vários meses está endereçada a seus vizinhos, porque tu te preocupas constantemente daquilo que eles pensam de você. Você faz também uma permanente oração ao ídolo do dinheiro, pois é dinheiro que você deseja. Tua reza se endereça ainda a uma imagem da segurança e à uma imagem da abundância. Se você tem tantos deuses e se você reza tanto ao ponto que isto constitua uma parte permanente de teu ser, é porventura espantoso que não tenhas lugar para outro tipo de oração? -Idries Shah

11.12.02

Recebi o texto abaixo por mail e fiquei comovido. Viva o orgulho nerd! NERDS MANDAM BEM Pra começo de conversa, vamos definir a que tipo de nerd estamos nos referindo. Lógico que não são aqueles nerds sem vida social – se, afinal, afirmamos que eles mandam bem, estamos nos referindo aos nerds-que-comem-mulher. Aos que ainda acreditam nos estereótipos mostrados no cinema, Jerry Lewis, Irmandade Lambda Lambda Lambda, meus pêsames. No planeta de onde eu vim, nerd é aquele cara (ou garota) que nutre alguma obsessão por algum assunto a ponto de a) pesquisar; b) colecionar coisas; c) fazer música; d) escrever sobre (normalmente acompanhado de pesquisa); e) não sossegar enquanto não descobrir como funciona; f) não dormir enquanto o programa não rodar – o que não quer dizer que não se relacionem com o sexo oposto. Enfim, nerds comem mulher sim, e bem – e aqui a gente afirma como e por que isso é verdade. Aparência As aparências não enganam: os óculos são de tanto ficar grudado no micro ou na tevê desde criancinha. A má postura é aparente, às vezes com inclinação pra um ou outro lado – provavelmente por carregar o notebook. Ele tem calos nas bases das palmas das mãos – e isso não tem nada a ver com punheta, mas com mouse e digitação. Às vezes o visual é moderno, retrô, desleixado, arrumadinho demais... tanto faz, nega. O fato é que, se você não conheceu ele pela internet, provavelmente ele é bonito, senão não haveria aquele contato visual que determina se a outra pessoa é interessante ou não. Aliás, mesmo caras que você conhece pela internet podem ser lindos. Ou ele é feinho, mas você está apaixonada pelo intelecto dele, pela conversa, sei lá, e acha ele maravilhoso. Portanto, se você tem um nerd em suas mãos, ele é maravilhoso – e foda-se a má postura, se ele estiver deitado ou de quatro em cima de você, isso é o de menos, acredite. Refinamento cultural Nerds lêem. Nerds pesquisam. Nerds gastam 70% do salário em música. Nerds adquirem conhecimento. Não importa em que área, o que importa é que o vocabulário deles é ilimitado. Um “Você é a estrela mais brilhante do céu” certamente virá acompanhado de uma aula sobre o Sistema Solar onde você descobrirá que, na classificação de tamanho das estrelas, a Alfa é a estrela mais brilhante de uma constelação, e se o Centauro é a constelação mais perto do nosso sistema solar, você é a Alfa-Centauro brilhando no coração dele. Um bilhetinho com uma letra de música nunca, graças a deus, nunca vai ser uma letra cafona do Bryan Adams: ele sempre vai achar uma banda obscura, um cantor performático, ou vai te convencer de que aquela guitarra FALA, e é sobre amor. Ele pode inclusive escrever um conto em sua homenagem, fazer cartões feitos de disquetes obsoletos, realizar instalações artísticas em vídeo digital, criar uma conta no servidor dele pra você baixar o que quiser do HD dele, mas NUNCA, NUNCA, NUNCA vai demonstrar seu amor chamando aqueles carros com alto-falante e fogos de artifício. Nunca. Pense nisso. Dedicação O nerd-padrão tem tesão no mecanismo das coisas. Do mesmo jeito que quando ele era pequeno, desmontava relógios pra saber como funcionava, hoje ele quer saber como a sociedade se porta perante problemas, como funciona uma distorção, qual a aplicação do efeito doppler para descobrir a idade de uma estrela, ou melhor ainda, qual é a melhor maneira de te fazer gozar. Vai se dedicar a descobrir cada movimento que te dá prazer, vai tentar decifrar cada gemido seu, vai olhar b